.AVISO!
Olá, eu estou aqui para informar que a história contem em algumas partes, cenas (como é que eu vou dizer) "hot", eu tou avisar pois não responsabeliso por danos morais.

Domingo, 16 de Agosto de 2009
Capitulo3_IV

 Mas quando ele se mexeu, foi simplesmente para apoiar-se no batente da porta. Por um terrível momento ela pensou que ele estivesse bêbado. No entanto, quando ele falou, a voz estava bastante clara.

- Vanessa, minha governanta, tem... expectativas em relação a esta noite, o que deve lhe ter causado preocupação. Quero dizer que você não tem razão para temer que eu vá quebrar minha promessa. A cerimônia de hoje não mudou nada, e nosso casamento continua sendo um negócio, assim como você deseja. Dessa forma, quando você fizer 21 anos, vai estar livre para viver a própria vida e encontrar a felicidade.

Ele fez um gesto sutil com a cabeça, depois saiu e fechou a porta.

Ela ficou imóvel por alguns instantes, depois acendeu a luz e descobriu que a mão estava tremendo descontroladamente. Exatamente como estava tremendo agora, enquanto pegava o café à frente e bebia.

Por que estou fazendo isso comigo mesma?, ela perguntou-se um pouco desesperada. Lembrar-me de tudo isso! Deve ser o exercício mais sem sentido de toda minha vida. Porque não muda nada. Não pode mudar...

Mas talvez fosse algo que precisava fazer para justificar o que estava fazendo. Para convencer-se de que seu relacionamento com Zac Efron nunca existira e que era hipocrisia fingir o contrário.

Embora soubesse que seria um golpe para o amor-próprio de Zac ter de admitir que sua esposa não estava entre suas numerosas conquistas.

Na verdade, ele sempre esteve preparado para apresentar uma imagem muito diferente do relacionamento que tinham, ela recordou-se.

Na manhã seguinte à do casamento, ela fora acordada por um toque em seu ombro e abriu os olhos pesados para ver Zac de pé ao lado da cama. Ela sentou-se, puxando o cabelo para trás, tomando instintivamente uma posição defensiva.

- O que você quer?

- Dar isso para você. - Ele segurava uma pequena caixa de couro. - Abra - ele pediu.

Ela obedeceu e arfou quando viu a linda safira envolvida por pequenos diamantes.

- Um anel de noivado? - Ela franziu a testa. - Não é um pouco tarde demais para isso?

- E uma tradição de família. Este anel é dado por todo conde a sua noiva no primeiro dia da lua-de-mel, como um sinal de que ela o agradou. Gostaria que você usasse.

O rosto dela pegou fogo.

- De jeito nenhum.

- Devo insistir. Vai fazer com que sua situação aqui seja muito mais fácil se pensarem que fazemos um ao outro feliz. Ou que você me faz feliz. - Ele olhou para a expressão rebelde dela e suspirou. - Vanessa, poupei você da intimidade de um casamento. Mas as formalidades você vai ter de enfrentar. E esta é uma delas. Fui claro? Agora coloque.

Ela assentiu com relutância, esperando que não fosse servir. Mas a safira deslizou facilmente, como se tivesse sido feita sob medida.

- Tem algum outro costume medieval que eu deva saber? - ela perguntou.

- Se eu pensar em algum, digo. - Ele fez uma pausa. - Vá dormir. Não vou incomodar você novamente. - E deixou-a.

Para sua surpresa, ela caiu no sono em minutos, e já era quase meio-dia quando acordou novamente.

Tomou um banho e se vestiu depressa. Precisou de toda coragem que possuía para aparecer no; andar de baixo, pois sabia que seria alvo de olhares, embora discretos.

O mordomo de Zac, Gaspare, estava esperando por ela no hall para conduzi-la ao terraço nos fundos da casa, onde Zac estava sentado à mesa.

- Caríssima.

A voz dele era calorosa. Ele levantou-se e foi até ela, pegou a mão que usava o anel e beijou-a. Foi o mais leve dos toques, mas ela retraiu-se.

- Mais uma formalidade - ele disse suavemente. - Acostume-se.

E ela balançou a cabeça, incapaz de falar.

E formal foi como permaneceu o relacionamento deles em todos os aspectos. Fiel a sua palavra, Zac nunca mais foi ao quarto dela novamente.

Mas tinha sido uma promessa fácil para uma jovem e inexperiente demais para agradar o gosto sofisticado de Zackary.

Vane era grata pela casa e pelos jardins serem vastos o suficiente para poder ficar sozinha a maior parte do tempo. Afinal de contas, tinha a desculpa de que estava explorando o novo ambiente.

Mas havia momentos em que era obrigada a ficar na companhia dele, e isso era um esforço, pois sempre estava ciente de que as gentilezas dele eram frias. Durante as refeições em particular, porque havia empregados presentes, ela esforçava-se para conseguir corresponder ao esforço que ele fazia para manterem uma conversa.

Talvez os momentos de maior êxito eram os dias que ele a levava para Roma, mostrando os pontos turísticos da cidade e os lugares menos famosos, que os visitantes não conheciam.

Mas ela ficou aliviada quando a aparente lua-de-mel terminou e pôde voltar para a Inglaterra. Embora também tenha sido um momento estranho.

Zac pedira champanhe no vôo, e quando chegou, ele ergueu a taça e fez um brinde.

- Estou orgulhoso de você, mia cara - ele disse.

- Não deve ter sido fácil para você.

- Obrigada. - Vane não olhou para ele. - Não foi tão ruim assim. Sua casa é maravilhosa - ela acrescentou. - Mas estou contente por retornar ao meu lar I e voltar à vida normal.

Ele ficou em silêncio por um momento.

- Pelo que entendi, você não vai ter pressa para voltar para a Itália. - O tom dele era de curiosidade.

- Bem, isso não faz parte do acordo, faz? - ela respondeu, na defensiva. -Achei que fosse continuar morando na Inglaterra.

- Claro, se é isso que você deseja. - Ele fez outra pausa. - Talvez eu esperasse, Vanessa, que mesmo não sendo amantes, pudéssemos nos tornar... amigos. Aprender a curtir a companhia um do outro. O que você acha?

- Pouco provável. Afinal de contas, viemos de mundos totalmente diferentes e você tem uma vida muito atarefada. - Ela encarou as borbulhas na taça, como se a fascinassem. - Você não precisa ser gentil. Sério. Vou ficar bem.

- Mas haverá momentos em que teremos de nos encontrar. Quando eu precisar que você aja como minha anfitriã. Expliquei isso a você.

- Sim - ela disse. - As formalidades novamente.

- Ela fez um breve silêncio. - Mas você não £em de se preocupar. Vou dar o melhor de mim para cumprir meus deveres para sua satisfação.

- Grazie, mia sposa. - A voz dele era irônica. - Então, é assim que deve ser.

E foi assim. A princípio, as visitas de Zac a Inglaterra eram freqüentes, mas, à medida que os meses se passavam, tornavam-se cada vez mais raras.

E, ao mesmo tempo, ela descobriu as primeiras histórias dos jornais que contavam sua ligação com uma jovem estrela do cinema italiano, Luisa Danni.

O que mais podia esperar? Só porque ela preferia dormir sozinha não significava que Zac quisesse fazer o mesmo, ela dizia repetidas vezes. Isso não fazia parte do trato. Então, não haveria acusações ou recriminações. Nada de reações.

Continuaria a ser educada e agradável quando o visse, cumpriria seu papel quando necessário e tentaria não pensar nele quando ele estivesse ausente. Além disso, se dissesse alguma coisa, iria parecer que se importava. Como se a infidelidade dele realmente importasse. E isso não era verdade. Não mesmo.

Ignoraria a situação inteira e simplesmente viveria para o momento em que não mais seria sua esposa.

E esse momento, pensou Vane olhando através da janela do trem, é agora.

Meu casamento terminou e não há nada que Zac Efron possa fazer com relação a isso.

 

Comentem!!!



publicado por Sandra.linda às 17:30
link do post | comentar | ver comentários (8) | adicionar aos favoritos
|

.mais sobre mim
.pesquisar neste blog
 
.Novembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30


.posts recentes

. Capitulo3_IV

.arquivos

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

.tags

. todas as tags

free counters
web page tracking stats
Online Store Coupon
.Fazer olhinhos
blogs SAPO
.subscrever feeds